Pgina do Professor Mrio =.o]

Eletromagnetismo
Eletrostática
Eletrocinética
Eletromagnetismo
Aspectos microscópicos da eletricidade
Eletricidade no Brasil

Eletrostática (voltar)

O mais antigo fenômeno elétrico conhecido é a propriedade que o âmbar amarelo adquire, pelo atrito, de atrair corpos leves. Este fato foi observado e assinalado por Tales de Mileto, no século VII a.C. Por outro lado, os antigos indianos notaram que alguns cristais aquecidos atraem as cinzas quentes. Foi somente no século XVI que Gilbert reconheceu tal propriedade do âmbar em diversas outras substâncias: o vidro, a resina, o enxofre, etc., o que o levou a distinguir os materiais isolantes dos materiais condutores.

Otto von Guericke inventou a primeira máquina eletrostática, constituída de uma esfera giratória de enxofre, com a qual obteve a primeira centelha elétrica. Em 1727, Gray observou que os condutores podiam ser eletrizados, desde que fossem isolados, e Du Fay evidenciou a existência de duas espécies de eletricidade, vítrea (positiva) e resinosa (negativa). Em 1745, Petrus Van Musschenbroek descobriu a condensação elétrica, inventando a garrafa de Leyde, que permitia aumentar consideravelmente os efeitos das centelhas, enquanto Franklin demonstrou o poder das pontas e o aplicou à proteção contra a descarga elétrica atmosférica (pára-raios). É a Coulomb que se devem os primeiros estudos quantitativos. Ele mostrou que as repulsões e atrações elétricas são inversamente proporcionais ao quadrado da distância (1785) e descobriu que a eletrização dos condutores é superficial. Os resultados experimentais de Coulomb, retomados analiticamente por laplace, Biot, Gauss e Poisson, e a teoria da influência de Faraday marcaram o coroamento da eletrostática.

Eletrocinética (voltar)

Galvani mostrou em 1790 que o contato de dois metais diferentes produzia contrações nos músculos de uma rã. Volta atribuiu a causa disso à eletricidade gerada pelo contato de dois metais, o que o levou, em 1800, à descoberta de sua pilha. Este aparelho permitiu a Nicholson e a Carliste decomporem a água naquele mesmo ano. Em 1801, Thenard demonstrou que a corrente elétrica pode levar um fio metálico à incandescência. Em 1807, Davy isolou os metais alcalinos por meio da eletrólise e descobriu o arco elétrico.

A lei de Ohm, enunciada em 1827, foi estendida dez anos mais tarde, por Pouillet, a um circuito fechado. R. kohlrausch definiu a resistividade; Kirchhoff fixou a distribuição das correntes em um circuito com derivações; Faraday enunciou, em 1833, as leis quantitativas da eletrólise, fenômeno explicado mais tarde por Arrhenius, e Joule estudou os efeitos térmicos das correntes. A concepção do forno elétrico a Moissan e a concepção da lâmpada incandescente, com filamento de carbono, a Edison (1789).

Eletromagnetísmo (voltar)

Em 1820, Oersted descobriu que uma agulha imantada, colocada na proximidade de um fio metálico percorrido por uma corrente, é desviada de sua posição de equilíbrio. Biot e Savart mediram o campo magnético produzid'. Laplace induziu destes resultados a lei elementar, e Ampère, em 1822, a lei geral do fenômeno. Estes dois físicos estudaram a ação recíproca dos campos magnéticos nas correntes, e Ampère, associando um solenóide a um ímã, criou a teoria da eletrodinâmica, à qual Maxwell deu em 1861 uma forma geral, O galvanômetro de W. Thomson data de 1851 e o aparelho de quadro móvel de Deprez e d'Arsonval foi construído em 1882.

Foi faraday quem demonstrou a possibilidade de transformar em energia elétrica o trabalho mecânico graças à sua descoberta dos fenômenos de indução (1831). Em 1833, Lenz estabeleceu a lei que indica o sentido da corrente induzida. Foucault demonstrou, em 1855, a existência das correntes que levam o seu nome. Henry publicou, em 1832, um estudo sobre auto-indução.

Maxwell publicou, em 1873, seu Tratado de eletricidade e magnetismo, verdadeiro fundamento do eletromagnetismo moderno.

G. F. Fitzgerald demonstrou, em 1883, que a variação periódica rápida da corrente em um circuito gera radiações eletromagnéticas. Em 1887, Hertz utilizou um detetor de sua construção para demonstrar que estas ondas eletromagnéticas possuem propriedades análogas às da luz, abrindo assim o caminho para a diocomunicação e, a partir de 1904, para a eletrônica.

Aspectos microscópicos da eletricidade (voltar)

Os Trabalhos de Faraday sobre a eletrólise, em 1833, introduziram como "unidade natural" de carga elétrica aquela dos íons que asseguram a passagem de corrente nas soluções eletrolíticas. Helmholtz, J. J. Thomson, Arrhenius e Nernst propuseram em seguida a noção de "'atomo eletricidade", mas foi Jean Perrin quem, em 1895, evidenciou a existência dos elétrons. A carga do elétron foi medida, em 1911, por Millikam, enquanto a massa dos átomos e dos íons foi fornecida pelo espectrógrafo de massa de J. J. Thomson e Aston. A partir da teoria da relatividade restrita e do quantun de luz, ou fóton, louis de Broglie construiu a mecânica ondulatória que, completada por Sommerfeld, Schrödinger e Heisenberg, interveio eficazmente no desenvolvimento da física dos sólidos, cujas aplicações estão na origem do desenvolvimento atual da eletrônica e, em menor grau, da eletroténica.

Eletricidade no Brasil (voltar)

As primeiras aplicações da eletricidade no Brasil datam do século XIX: telégrafo elétrico em 1852, telefones no Rio de Janeiro em 1878, iluminação elétrica permanente em 1789 (na estação da E. F. D. Pedro II, no Rio de Janeiro), iluminação pública em 1883 (Campos, RJ) em 1889, a primeira usina hidrelétrica de uso público (Usina Marmelos, próxima a Juiz de Fora, MG). Em 1892, foram inaugurados bondes elétricos no Rio de Janeiro. A primeira hidrelétrica de porte comercial do país foi a Usina de Parnaíba, no Rio Tietê, SP, inaugurada em 1901, com geradores de 1.000kw, os maiores do mundo na época; constituiu também a primeira usina desse do então futuro Grupo Light, principal responsável pelo desenvolvimento da energia elétrica na Região Rio-São Paulo.

Em 1909, foi fundado no Rio de Janeiro o "Comitê Eletrotécnico Brasileiro", primeira instituição do país a reunir profissionais desse ramo e responsável por importantes iniciativas de normalização e regulamentação do emprego da eletricidade. Um curso de engenheiros mecânicos-eletricistas foi criado nas Escolas Politécnicas do Rio de Janeiro e de São Paulo, em 1911, e os cursos propriamente de engenheiros eletricistas em 1925; em 1913 já havia sido fundado o Instituto Eletrotécnico e Mecânico de Itajubá, MG, primeira escola superior especializada em eletricidade no Brasil.

O estudo sistemático do potencial hidrelétrico nacional foi iniciado em 1920, com a criação da Comissão de Forças Hidráulicas, no antigo Serviço Geológico e Minera;ógico do Brasil, do Ministério da Agricultura.

Em 1924, começou a operar no país o grupo norte-americano AMFORP, que encampou e unificou grande número de pequenas usinas no interior de São Paulo e assumiu a geração e distribuição de energia elétrica em várias capitais estaduais. Até a decada de 50, a grande maioria dos sistemas elétricos brasileiros era constituída por pequenas usinas locais, com redes isosladas, cada sistema servia a poucas localidades próximas. Em 1940, havia no país 1499 usinas, das quais 759 eram hidrelétricas e 740, térmicas.

A primeira grande interligação entre sistemas elétricos foi a linha de transmissão Rio-São Paulo, inaugurada em 1946. Um fato importante foi a construção da Usina de Cubatão, inaugurada em 1927 com a importante concepção do engenheiro Billings do desvio das águas da bacia do Tietê para vertente oceânica. Ele mesmo já havia se notabilizado com o projeto da Usina de Ilha dos Pombos, a construção em tempo recorde, em 1925, da Usina do rasgão, SP, para acudir a grave crise de energia. na década de 50, houve outra grave crise na região Centro-Sul, devido ao extraordinário aumento de consumo, principalmente para fins industriais, o que acelerou um grande programa de obras com a contrução das usinas subterrâneas de Cubatão (Henry Borden) e de Fontes (nilo Peçanha), inclusive o desvio das águas do rio Paraíba do Sul. Em 1945 foi organizada a Cia. Hidrelétrica do São Francisco (CHESF) para construção da Usina de Paulo Afonso, que passou a abastecer todo o Nordeste, desativando várias antigas usinas térmicas. A Cemig (Centrais Elétricas de Minas Gerais) foi criada em 1952, iniciando a construção da grande usina de Três Marias, no rio São Francisco. Logo depois foram construídas as gigantescas hidrelétricas de Furnas, no rio Grande, em MG, e as de Jupiá e Ilha Solteira, no rio Paraná, bem como a de Boa Esperança no rio Paranaíba. Na mesma época, foi iniciado o programa de uniformização de voltagens e freqüências, para possibilitar a interligação dos diversos sistemas elétricos do país. Em 1962, foi criada a holding estatal Eletrobrás, para planejar e coordenara política nacional de energia elétrica, e organizar o "Plano Nacional de Elitrificação", com recursos financeiros específicos para expandir a geração, transmissão e distribuição de eletricidade.

Quando a Eletrobrás começou a operar, em 1962, a potência total no país era de 5800MW, número que passou para 42860MW, em 1986. Contribuiu para essa grande expansão a construção de algumas gigantescas usinas hidrelétricas, como a binacional Itaipu, na Fronteira Brasil-Paraguai - com potência final de 12600MW, a maior do mundo, e a Usina de Tucuruí, no rio Tocantins, com a potência de final de 7620MW. (Deve ser citada a ampliação de muitas usinas, como a de Paulo Afonso, agora com 3984MW.) Foram construídas muitas linhas de transmissão, incluindo as extensas linhas Sobradinho/BA-Belém/PA, com 2099kW, e as duas linhas Itaipú-São Roque/SP, que operam com corrente alternada e contínua, em 600 e 760 kv.

(voltar)

Pgina do Professor Mrio =.o]

Meu trabalho:

Agradecimento aos locais aonde trabalhei:

Página do Professor Mário: 2001-2012
Desenvolvida por: Mário Conceição Oliveira